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O QUE HÁ POR TRÁS DESSE SORRISO?

Posted by Nóis de Teatro On 10:53




Por Kelly Enne Saldanha

"Eu escrevi um poema para uma mulher que sobe em um ônibus em Nova York. Ela é empregada doméstica. Carrega dois sacos de compras. Se o ônibus para de repente, ela ri. Se o ônibus para lentamente, ela ri. Eu pensei...Se você não conhece os traços negros pode achar que ela está rindo. Mas ela não estava rindo. Ela estava simplesmente esticando os lábios e fazendo um som hahahaha...Eu entendi. É um truque de sobrevivência. Agora deixe-me escrever sobre isso para homenagear esta mulher que nos ajuda a sobreviver.

'Setenta anos neste mundo
E a criança para quem trabalho me chama de menina.
Eu digo: Sim, senhora,(hahaha)... por causa do trabalho.
Sou orgulhosa demais para ceder,
E pobre demais para resistir.
Então dou risada
Até a barriga doer
Quando penso em mim mesma.
Meu povo me faz rolar de tanto rir.
Ri tanto que quase morri.
As histórias que contam parecem mentiras.
Eles cultivam as frutas,
Mas comem as cascas.
Eu rio... Até começar a chorar,
Quando penso em mim mesma.'"

Maya Angelou

Este primeiro mês das "Despejadas" junto ao Porto Iracema das Artes foi cheio de grandes descobertas, encontros, achados, reflexões e investigações. Começar este relato trazendo as palavras de Maya Angelou traz bem um resumo daquilo que tivemos de experiências em nossos encontros.

O que há por trás de um sorriso? As pessoas dizem aquilo que querem dizer? Elas dizem aquilo que sentem? Como dizemos nosso "socorro"? Quem quer nos ouvir?

O quarto de despejo, livro de Carolina Maria de Jesus que nos serve de base para criação desse processo traz reflexões do dentro e do fora. Ao mesmo tempo que fala da particularidade de dentro do lar, fala também do meio social, externo e público. Nos vemos mais uma vez, Nóis de Teatro, tratando sobre o público e o privado, o dentro e o fora, o pessoal e o coletivo.

Em se tratando de mulher, o que é seu público? O que é seu privado? O que acontece no quarto de despejo de cada uma de nós? O que não falamos? O que queremos dizer? Onde escondemos nosso pedido de socorro? Alguém quer nos ouvir?

Quando Maya Angelou declama seu poema falando de sorriso, ela cai em choro. Lágrimas cortantes, dilacerantes. Lágrimas cheias de dor. Lágrimas cheias de sorriso. Quantas vezes nos calamos? Quantas vezes não fomos caladas? Dentro e fora de casa. Dentro e fora. Privado e público. O que nos cala? O que deixamos de dizer?

Imbuídas por esse silêncio, por aquilo que não é dito, aquilo que não podemos dizer, uma cena foi construída. Na verdade inúmeras cenas já foram experimentadas, mas essa em especial talvez relate e resuma melhor nossas andanças nesse primeiro mês de projeto no Porto Iracema.

Nos fundos da nossa sede, local dos nossos encontros, temos nosso escritório que é separado da cozinha por uma porta e uma janela de madeiras. Parece a entrada de uma casinha comum. Uma das cenas apresentadas foi nesse espaço. Descrição da cena: Porta e janela fechada. Silêncio. A janela se abre e dentro está uma mulher, parada olhando para o público fora da sala. Pela janela o público vê toda a cena. A mulher que está lá dentro está em silêncio, tentando esboçar um sorriso. Além da tentativa de sorriso, há um texto retirado do livro da Carolina: "Eu sou muito alegre. Todas manhãs eu canto. Sou como as aves que cantam ao amanhecer. De manhã eu estou sempre alegre. A primeira coisa que faço é abrir a janela e contemplar o espaço." Este texto é dito de forma sisuda, de olhos lacrimejantes. Da boca saem essas palavras mas os olhos pedem socorro. Ao terminar o texto, por trás da janela aparece uma pessoa que a faz calar. Esta pessoa olha para a plateia, olha para o público e fecha bruscamente a janela. Depois de alguns segundo, a janela volta a ser aberta. Desta vez a mulher está mais afastada. Porém o olhar é ainda o mesmo. Olhar de apavoro, medo, engasgo, mas, dessa vez, nenhuma palavra sai de sua boca. O que ela quer dizer? Depois de algum tempo, a figura reaparece atrás da janela e repete os mesmos olhares e bruscamente fecha a janela. Depois de mais alguns segundos, a janela volta a ser aberta. Desta vez não há ninguém. Somente o vazio da sala cheia de objetos. Depois de mais algum tempo, a figura reaparece. Repete os mesmos olhares e dessa vez a janela é fechada lentamente.

Toque o sino se você já presenciou uma situação de violência com alguma mulher. Quantas vezes esse sino será tocado? Quantas praças públicas têm nome de mulher? Quantas mulheres dão nomes às ruas? Quantas estão em altos cargos fudendo nossa vida? Quantas vezes seguramos a mão de um agressor na rua, na família, na vizinhança? Quantas vezes nos calamos diante das agressões que sofremos? Quantas vezes dizemos que não adianta se meter na vida do casal? Quantas vezes a particularidade da vida do casal foi motivo do seu silêncio? Até onde podemos interferir nessa particularidade? Até onde devemos ir?

O silêncio de consentimento. O silêncio de socorro. O silêncio da falta de esperança. O silêncio. Como ele dói. Quantas dores silenciadas. Quantas mulheres caladas. Quantas dores, nós, mulheres da periferia deixamos escondidas. Não podemos parar. Não podemos falhar. Porque além de sermos marginalizadas, somos faveladas.


Para que não precisemos mais sorrir quando na verdade queremos gritar. Para que não precisemos mais aturar, fingir, engolir e sorrir.

NÓIS DE TEATRO 15 ANOS: INSURGÊNCIA PERIFÉRICA

Posted by Nóis de Teatro On 04:55



A garota cresceu. E aquela criança-esperança que movia o futuro foi tomada de arroubo pela perversidade violenta de um mundo que fabula sua própria crise, sua própria doença, sua própria farsa. Rodando em círculos de um tempo-espaço que tem se forjado na paralisia das totalizações, no obscurantismo conservador e reacionário, a garota se vê perdida, atônita, reconhecendo que o que antes parecia ter conquistado tem sido varrido como poeira pelos vaticínios da ordem e do progresso. Mas junto com a menstruação veio o pandemônio de hormônios a lhe desestabilizar. Na exceção ela reencontra “a regra” e na violência de um tempo sem rumo ela vê a matéria prima da transformação: o corpo.

Na festa debutante, a garota troca laços e fitas rosados pela máscara de gás, o braço erguido e o vinagre na bolsa... Já que seus sonhos viraram demônios a lhe perseguir, inquietar, incomodar, lembrando-lhe da sua sempre constante incapacidade de realizar, de prosseguir, de avistar um lugar melhor pra se viver; a garota desenha sua desrazão, sua despossessão, sua insurreição. Céticos insistem que é apenas rebeldia da juventude, mas, nesses 15 anos, foram tantas promessas de mudanças, tantos votos de cidadania, que o que se revela com maior efeito é a sensação colérica de que, de fato, tudo continua no mesmíssimo lugar e que, sim, ainda há muito por fazer. Mal ajustada no próprio corpo, ela vê a possibilidade de ser outra e, para isso, será necessário armar uma grande rebelião. Com apenas 15 anos, ela quer emancipação já!

Fuck The World Center!!!

A rebelião coloca-se em curso. Um montim de mulheres, pretos e pretas, trans, drags, sapatãos, viados e travestis estão armando a maior das insurgências: a periférica. Vindos do oco do mundo, “do que não tem governo nem nunca terá”, do que não tem e nunca terá centro, nem dono, nem patrão; Vindos de um tempo que se encharca de memórias e de desejos, entrecruzados, emparelhados; esse levante marginal diz que nada mais será como antes! Daqui em diante, o presente é insurgente e precisa ser recombinado, reacertado, abrindo a experiência à absoluta inquietude de agoras refeitos na insegurança primeira de um futuro por vir.

Juntando força à esse levante, a garota não abandona seu passado, pelo contrário, este aviva-se no presente como marca corpórea da experiência, do erro, do assombro, lembrando-lhe do irrepetível, do inegociável, do inaceitável. Colhendo cacos dessa história, ela recombina forças, reorganiza armas, abandona vícios, fortalece pacientemente suas potências, admitindo que sim, “o real é aquilo que resiste”. Por isso aposta na linguagem, na violência insurgente da arte como pólvora da sua revolução, do seu descontentamento com o modo como tudo tem Estado. Ela reconhece na periferia de sua arte, na insurgência preta, denegrida, mal amada, ressentida, viada, o mote real do que ainda pode construir um outro corpo, um outro mundo: o ataque imediato à infraestrutura branca, pálida e limpa de um mundo que parece não ter sentido o gosto azedo e fétido do bolo estragado.

Happy Birthday? Não. Nada mais será como antes!

A periferia sou eu. A garota somos Nóis.


Insurgência já!

ENTRENÓIS NA CASA NOVA

Posted by Nóis de Teatro On 19:07



O Nóis de Teatro está em festa, comemoramos quinze anos de atividades em Fortaleza. Nascido e crescido no bairro da Granja Portugal, que faz parte do Grande Bom Jardim, o grupo tem na periferia a força motriz para o seu trabalho. Durante todo esse tempo, o Nóis de Teatro teve, e tem, diversas ações que compõem o seu trabalho, tais como, pesquisa, ensaios, oficinas, debates, seminários, encontros, entre outros. Sempre atento em manter as relações políticas e afetivas com o espaço que ocupa, o bairro Granja Portugal, o grupo estabeleceu durante o seu percurso, várias ações que aproximasse a comunidade dos seus trabalhos e de outros artistas da cidade. Com esse intuito, surgiu o programa EntreNóis.

Com estreia em 2014, o projeto EntreNóis, foi pensado como a possibilidade da comunidade receber espetáculos, intervenções, performances e apresentações de diferentes artistas da cidade na sede do Nóis de Teatro, assim como, vários artistas conhecerem e se apresentarem na nossa casa. Até hoje, quase 50 artistas, coletivos ou bandas passaram pelo programa, tornando a sede do Nóis de Teatro um espaço, não só de criação, mas de fruição de arte na periferia.

Durante esses três anos de atividades, com apoio financeiro ou não, conseguimos manter a periodicidade do EntreNóis, sempre contando com a parceria e colaboração dos artistas da cidade, que nos apoiaram e estiveram juntos com o grupo nessa luta.

Hoje, com 15 anos de vida, o Nóis de Teatro se alegra em convidar a cidade para mais uma edição do EntreNóis, agora na nova sede. Neste domingo, dia 28 de maio, às 17hs, Nóis e a comunidade da Granja Portugal recebe os amigos do Grupo Garajal, do Maracanaú para mais uma edição, com o espetáculo Circo Alegria. As próximas edições do programa EntreNóis conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, por meio do Edital de Incentivo às Artes de 2016. Esperamos todos para esses festejos que só se encerram quando o ano acabar.


SERVIÇO
Grupo Convidado: Grupo Garajal
Espetáculo: Circo Alegria
Local: Sede do Nóis de Teatro
Endereço: Avenida José Torres, 1211, Granja Portugal
Horário: 17hs

Entrada: Gratuita 

O SENTIMENTO QUE É SER A "TIA DO TEATRO"

Posted by Nóis de Teatro On 06:36

Por Kelly Enne Saldanha

Cresci vivendo dentro de uma comunidade católica, a Comunidade de Granja Lisboa. Nessa comunidade, passei pelo batismo, primeira eucaristia e crisma. Fui inclusive catequista neste último sacramento. Passei grande parte da minha infância e juventude ali, naquele lugar cheio de tias. Por mais que nenhuma delas tenham sido de fato minhas catequistas, não tinha como chamar a tia Nalva de Nalva, tia Lucia de Lucia e tão pouco a tia Neide de Neide. Até hoje.
Minha vida teatral começa ainda no ensino médio, porém ela começa a ganhar forma dentro dos muros da Comunidade de Granja Lisboa. Desde então, vamos chegando aos quinze anos de teatro.
Por conta da experiência teatral junto à comunidade com o teatro de rua, muitas pessoas nos abordam para comentar sobre espetáculos que realizamos ou indagar sobre qual e quando será realizado o nosso próximo trabalho. Porém a relação com a comunidade vem mudando de uns anos pra cá. Desde o ano de 2013, o Nóis vem ministrando aulas de teatro no bairro. Iniciamos na sede antiga que ficava na rua Barra Vermelha, 381. Depois de mais de quatorze anos de atividades nessa sede, mudamos. Voamos.
Hoje na nova sede, não deixamos de dar aulas às crianças. E desde quando começamos a realizar esse tipo de ação no bairro, nossa relação com a comunidade mudou. Além das crianças, seus pais, amigos e vizinhos passaram também a me chamar de "Tia do Teatro". E Edna Freire sempre está comigo nessa empreitada.
Essa responsabilidade que é cuidar, ensinar, nos muda. Olhos e ouvidos bem atentos, voz afiada pra falar e falar e falar. E sempre prontas para aquele conselho: "Se coloque no lugar no colega..."
Apesar de sermos vizinhos, nossas crianças e nós, vivemos uma vida completamente diferentes. E é no teatro que podemos ver seus medos, anseios, preocupações. E sabe qual é o principal assunto delas em cena? O medo de ficar longe da família. Sejam sequestradas pelo homem do saco preto, sejam carregadas pela bruxa malvada, sejam pelo medo de morrer, tudo isso é visto nas cenas que elas combinam entre elas para mostrar ao final de alguns encontros.

 O mais intrigante é como nós também vamos fazendo parte da vida delas de alguma maneira. Não estamos aqui pra salvar ninguém. Mas temos a oportunidade de mostrar outras possibilidades. Isso é possível. E a gente se surpreende tanto com aquilo que recebemos. E é bom. 

CORPO KAMIKAZE

Posted by Nóis de Teatro On 07:21

Por Kelly Enne Saldanha



Quantas mulheres tiveram seus nomes excluídos da história? Quantas tiveram sua importância minimizada? Quantas lutaram, morreram e fizeram parte dos grandes acontecimentos históricos? Quantas mais fazem parte das lutas diárias e anônimas, seguindo seu curso para tornar esta vida menos marginalizada?
Na atualidade, a mulher tem tomado uma postura de corpo kamikaze. Um corpo que se joga contra. Contra o sistema vigente. Contra essa política excludente. Contra as diferenças salariais no mercado de trabalho. Contra essa falta de representatividade social. Contra os padrões de beleza e seus corpos magros, tons bronzeados, rígidos, seios e bumbum grandes, cabelo loiro, liso e comprido.
Este corpo kamikaze de hoje entende que toda construção social passa por diversas construções coletivas e individuais. Um corpo que luta para se aceitar como é, para ser respeitado. Um corpo que entende a infinidade de tons de pele e cabelo e infinidade de tamanho. Corpos de diferentes formas e diferentes tamanhos que são o tempo todo desencorajados a se mostrar.
Dizemos NÃO. Corpo de Espertirina que lança bomba, lança chamas, lança mulheres kamikazes. Lança corpos que dizem NÃO ao que a sociedade espera. Lança corpos que dizem NÃO a esta indústria que massacra e lucra com a vulnerabilidade na qual a mulher está sempre sendo colocada.
Não há sexo frágil. Há sexo oprimido. E cada vez mais há mulheres de luta. Corpos que se lançam em busca de seus direitos.
Enquanto isso, a indústria da beleza vai ganhando ainda mais com essa tentativa voraz de padronização. Cremes contra envelhecimento, contra celulites, estrias, gorduras localizadas. Academias e mesas de cirurgia estão ali também. Nesta tentativa de englobar algumas diferenças, o mercado da beleza se utiliza de termos como plus size. Apesar de incluir tamanhos fora do padrão, também os coloca dentro de um determinado “recorte”.
Não estamos lutando contra a beleza, mas a favor das diversas belezas. Fora das receitas, métodos, uniformização... Por belezas múltiplas. Por direitos múltiplos. Pela reivindicação do meu ser, meu tempo, meu corpo. Esta é minha perfeição. Estas são nossas perfeições. Imperfeições.  

Sede do Nóis de Teatro recebe A Mostra Educativa do 10° For Rainbow

Posted by Nóis de Teatro On 06:33



A sede do Nóis de Teatro recebe neste sábado, dia 29 de abril, a Mostra Educativa do 10° For Rainbow- Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual 2017, a partir das 17hs. Serão apresentados filmes com a temática LGBT e logo após será promovido o debate sobre as produções e seus temas.

Em nove anos o For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual, exibiu mais de 400 filmes, alcançou mais de 500 espaços culturais de todo o Brasil, capacitou envolveu mais de 6000 pessoas em suas oficinas técnicas audiovisuais e de sensibilização para o respeito à Diversidade Sexual, produziu 20 filmes e atingiu um público médio de 40 mil pessoas, predominantemente jovem e com vivo interesse, não só nas exibições de filmes, como também em todas as atrações que o festival promove buscando valorizar o aporte cultural LGBT e dar visibilidade às questões relacionadas a estas populações e promover a cultura de paz. 

Neste contexto está inserida a Mostra Educativa do For Rainbow, que é exibida anualmente, durante a realização do festival, em espaços culturais da periferia e região metropolitana de Fortaleza.  Já na sua primeira edição a Mostra Educativa do FOR RAINBOW teve um significativo impacto positivo em nossa cidade, mostrando que é possível e saudável a convivência entre diversos, contribuindo para a construção de uma cultura que garanta dignidade e direitos iguais a homens e mulheres, sem preconceito de orientação sexual, crença, raça ou identidade de gênero.

A proposta pedagógica das oficinas da Mostra Educativa do For Rainbow, tem como princípio as reflexões do educador Paulo Freire sobre a necessidade de uma educação preocupada com a formação do indivíduo crítico, criativo e participante na sociedade, construindo sua própria identidade e buscando o direito de construir uma cidadania mais igualitária e justa. A mostra acontece sempre com exibição de filmes do acervo do festival sempre seguida de debate com os participantes.

O For Rainbow, está consolidado como um festival de referência, no Brasil e no exterior, relacionado a esta temática e com acesso gratuito em todos os seus espaços. Além da Mostra Educativa, o festival oferece uma intensa programação cultural, que acontece durante oito dias, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, tendo, além de mostras audiovisuais internacionais - com filmes de longa, médias e curta-metragem -  espetáculos de teatro, música, dança e artes visuais, debates, lançamentos de livros, e diversas performances artísticas.  O For Rainbow também oferece oportunidade a artesãs e artesões, que comercializam os seus trabalhos na feira de artesanato que ocorre durante o festival.

A Mostra Educativa e as demais ações do For Rainbow buscam, através da arte, dar visibilidades às questões relacionadas às populações LGBT, referenciando a experiência nos princípios estabelecidos pelas “Metas do Milênio da ONU”, “Agenda 21 Brasileira” e pelo “Pacto por um Ceará Pacífico”, que apontam para a necessidade de promoção de um novo padrão de desenvolvimento onde a cultura possa ser uma via para a justiça social, proteção ambiental e eficiência econômica.
O For Rainbow é uma realização do Centro Popular de Cultura e Ecocidadania (CENAPOP), e tem contado, desde a sua primeira edição,  com apoio e a parceria do Governo do Estado do Ceará, que tem sido um parceiro imprescindível para o sucesso desta proposta. Ao longo destes nove anos, também pudemos contar com  parceiros como a Prefeitura Municipal de Fortaleza, o Banco do Nordeste do Brasil, a Caixa Econômica Federal, SESC, Casa Amarela Eusélio Oliveira, da Universidade Federal do Ceará, entre outros.

Sensibilização Para o Respeito à Diversidade Sexual.

Serviço: Mostra Educativa do 10° For Rainbow
Local: Sede do Nóis de Teatro
Endereço: Rua José Torres 1211, Granja Portugal
Horário: 17hs

Participantes 2017

Posted by Nóis de Teatro On 19:42

Altemar Di Monteiro (DRT 961-CE) é ator, diretor, produtor e arte-educador coordenador do Nóis de Teatro, em Fortaleza – CE. Doutorando em Artes da Cena pela Escola de Belas Artes da UFMG, Mestre em Artes pelo PPGARTES/UFC, tecnólogo em Artes Cênicas pelo IFCE, especialista em Arte Educação e Cultura Popular, licenciado em Teatro pela Universidade Federal do Ceará, tendo participado, nos últimos 15 anos, de diversos cursos e oficinas com profissionais de destaque. Militante da causa da cultura na zona rural, Altemar é coordenador pedagógico da Escola de Teatro da Terra e Técnico do Projeto Arte e Cultura na Reforma Agrária/INCRA-CE. Foi professor residente (2012/2014) do Centro Cultural Bom Jardim, montando os espetáculos “Morte e Vida Severina” (2012), “Homem Cavalo & Sociedade Anônima” (2013) e “Revolução na América do Sul” (2014). Com forte investigação no Teatro de Rua (ou na rua), coordenou o grupo de estudos em Teatro de Rua “Regra de Três”, financiado pela SECULT-CE em 2011 e atualmente coordena o Grupo de Estudos Teatro de Rua Contemporâneo no Nóis de Teatro. Também dirigiu e atuou em importantes trabalhos do Nóis de Teatro e de outras companhias, tais como: “O Auto da Barca do Inferno” (2006), “O Juiz de Paz na Roça” (2007), “A Semente” (2007), “Artimanhas” (2008), “A Farra do Boi Carrapicho” (2009), “A Granja” (2009), “Sertão.doc” (2010), “O que mata é o costume!” (2011), “O Jardim das Flores de Plástico” (2011, 2013 e 2015), “Narradores da Terra e do Fogo” (2012), “Um Lugar Para Ficar em Pé” (2012), “Quase Nada” (2014) e “Todo Camburão Tem Um Pouco de Navio Negreiro”. Em 2016, Altemar ganhou o Prêmio Profissionais do Ano, do SATED, na categoria "profissional do teatro de rua". Altemar é o organizador do livro “A Arte que das Margens”.

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Amanda Freire (DRT 1647-CE) é atriz e assistente de produção do Nóis de Teatro, licencianda em Teatro pela Universidade Federal do Ceará. Trabalhou como bolsista do Teatro Universitário Paschoal Carlos Magno pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e como Facilitadora de teatro na escola Creusa do Carmo Rocha com o programa "Mais Cultura Nas Escolas"; Amanda participou de diversos espetáculos, tais como “O Juiz de Paz na Roça”, “A Granja” e “O que mata é o costume” , "O Jardim das Flores de Plástico -Violência Pré-Fabricada" (2013); Está no elenco de "Todo Camburão Tem Um Pouco de Navio Negreiro" (2014); Faz parte do elenco de "Vagabundos", espetáculo dirigido por Andréia Pires.

Bruno Sodré (DRT 1562-CE) é ator e músico percussionista integrante do Nóis de Teatro. É professor de percussão do Centro Cultural Bom Jardim, e hoje trabalha como arte-educador para projetos sociais do Governo do Estado do Ceara. Integra o elenco dos espetáculos "A Granja" e "Sertão.doc" do Nóis de Teatro, além de ser coordenador do Grupo Brincantes de São Francisco, projeto vencedor do Prêmio Funarte de Arte Negra no ano de 2013.

Doroteia Ferreira (DRT 1440 SRT-CE) bailarina há 16 anos, atriz e Coreografa no grupo Nóis de Teatro há sete anos. Intérprete-Criadora formada pelo Curso Técnico em Dança do Ceará, Formada em Educação Física pela Faculdade Estácio-CE (Estácio/ Fic). Professora de dança Contemporânea no Centro Cultural do Bom Jardim, Ministra Oficinas de dança Afro- brasileira) e teatro na área do bairro grande Bom Jardim. Brincante do Grupo Boi Pintado de Reisado há 4 anos. Desde 2005 Pesquisa o Corpo Acionado e o desconforto do Corpo-Urbano. Fundadora do Grupo de dança INDES (2012). Faz parte do elenco dos espetáculos A granja (2009), O que mata é o costume (2011), O Jardim das Flores de plástico (2012) e Todo Camburão Tem Um Pouco de Navio Negreiro (2014).

Edna Freire (DRT 1645/CE) é atriz fundadora do Grupo Nóis de Teatro, participante há 15 anos. Licencianda em Teatro pelo IFCE. Trabalha desenvolvendo ações culturais no bairro da Granja Portugal, na área de teatro, como oficinas de teatro para crianças. Atuou em importantes trabalhos do Grupo Nóis de Teatro, tais como: O Auto da Barca do Inferno (2006), O Juiz de Paz na Roça (2007), Artimanhas (2008), A Granja (2009), O que mata é o costume (2011), O Jardim das Flores de Plástico (2012), Quase Nada (2014). Recebeu prêmio de melhor atriz em festivais do bairro, ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Esquetes da Cia Acontece, em 2012, com o espetáculo O Jardim das Flores de Plástico e indicada a melhor atriz no Prêmio Carlos Câmara 2014, com o espetáculo "Quase Nada".

Henrique Gonzaga (DRT 1644-CE) é ator fundador e produtor do Grupo Nóis de Teatro há 15 anos. Graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Faculdade Sete de Setembro, é licenciando em Teatro pela UFC. Trabalha desenvolvendo ações culturais no bairro da Granja Portugal, na área de teatro. Atuou em importantes trabalhos do Nóis de Teatro, tais como: O Auto da Barca do Inferno (2006), O Juiz de Paz na Roça (2007), Artimanhas (2008), A Granja (2009), Sertão.doc (2010), O que mata é o costume (2011), O Jardim das Flores de Plástico (2012), Quase Nada (2014) e Todo Camburão Tem Um Pouco de Navio Negreiro (2014). Foi indicado aos prêmios de melhor ator no FECTA (Festival de Esquetes da Cia. De Teatro Acontece) em 2012, com o espetáculo Jardim das Flores de Plástico e melhor ator Coadjuvante no Prêmio Carlos Câmara, em 2014, com o espetáculo “Quase Nada”. Henrique Gonzaga é ainda um dos redatores do Jornal A Merdra! idealizado e mantido pelo Nóis de Teatro que circula por todo o Brasil.

Jefferson Saldanha (DRT 1640-CE) é ator e contra-regra participante do Nóis de Teatro há doze anos. Graduando em Educação Física pela FGF, é vice coordenador do Nóis de Teatro e trabalha desenvolvendo oficinas de percussão na comunidade. Possui também formação com audiovisual e técnico de iluminação, com ampla experiência em técnica de som e palco. Jefferson foi técnico de som e luz do Centro Cultural Banco do Nordeste, em Fortaleza.

Kelly Enne Saldanha (DRT 1565-CE) é atriz e produtora integrante do Grupo Nóis de Teatro há 14 anos, tendo participado de quase todas as montagens da cia. Licencianda em Teatro pelo IFCE, trabalha desenvolvendo ações culturais no bairro da Granja Portugal, nas áreas de percussão e teatro para crianças. De 2013 a 2016 foi facilitadora de oficinas de Teatro no Projeto Jardim de Gente, do Centro Cultural Bom Jardim. Atuou em importantes trabalhos do Nóis de Teatro, tais como: Sobre Casos e Descasos (2005) O Auto da Barca do Inferno (2006), O Juiz de Paz na Roça (2007), Artimanhas (2008), A Granja (2009), Sertão.doc (2010), O que mata é o costume (2011), O Jardim das Flores de Plástico (2012), Quase Nada (2014) e Todo Camburão Tem Um Pouco de Navio Negreiro (2014).

Nayana Santos (DRT 1646-CE) é atriz do Nóis de Teatro há 08 anos. Graduanda em Administração de Empresas pela Faculdade Lourenço Filho. Desenvolve há 03 anos um trabalho na comunidade do Grande Bom Jardim, onde dá ulas de teatro para crianças e adolescentes do Bairro Granja Portugal, onde fica localizada a sede do Nóis de Teatro. Além disso, ministra aulas de teatro na Escola de Ensino Fundamental Creusa do Carmo Rocha pelo Projeto Mais Cultura na Escola. Atuou em importantes trabalhos do Nóis de Teatro, tais como: A Granja (2009), O que mata é o Costume ( 2011), O Jardim das Flores de Plástico (2012). Fazendo parte da técnica dos espetáculos Quase Nada (2014) e o O Jardim das Flores de Plástico- Ato 3- Por Baixo do Saco Preto. Nayana Santos ainda desenvolve trabalhos administrativos no grupo.






Bruno Prata é Licenciando em Teatro pelo IFCE (bolsista PIBID), cursou CPBT (Curso Princípio Básico de Teatro, do Theatro José de Alencar). Bruno é arte-educador na ONG do Casarão pelo projeto Abelhas Suburbanas. Participou da primeira e segunda temporada de Arandu Auá, espetáculo da montagem do CPBT. Apresentou esquete O Globo com a Trupe Arcadiana. Filmes: Vamos Fazer Um Filme (Curta metragem de conclusão da turma 2014.2 da Casa Amarela), Mistério Em Praia Branca (Longa), Janaína Over Drive (Curta), Clube Dos Canibais (Longa. Tardo Filmes). Performances (solo): Agruras D’um DemÔnio, e Amar é VERbo ATempOral. É artista convidado do Nóis de Teatro, integrando o elenco substituto de “Todo Camburão Tem Um Pouco de Navio Negreiro”.

Magno Carvalho é ator convidado do Nóis de Teatro. Formado pelo em Artes Cênicas pelo IFCE, participou dos espetáculos “A Casa Verde”, “O Auto de Natal”, “Natal na Praça”, “A Festa no Céu”, “O Casamento da Dona Baratinha”, “A Gatinha Convencida”, “Os Cactos”, “Aves de Arribação”, “As Três Irmãs”, “Gólgota: a Paixão de Cristo de Fortaleza”, “Boteco do Seu Noel”, “Majestic Bar” e “Quase Nada”. Dirigido no teatro por João Andrade Joca, Herê Aquino, Carri Costa, Graça Freitas, Sidney Souto, Murillo Ramos e Altemar Di Monteiro. No cinema, protagonizou o filme: “Bezerra de Menezes: diário de um espírito” dirigido por Joe Pimentel e Glauber Filho, “Sedição de Juazeiro” dirigido por Daniel Abreu e “Antes do Sol”, de Emmanuel Nogueira. Atuou nos curtas “Amor pelo ralo” dirigido por Deílson Magal e “Em trânsito... Entre o começo e o fim do dia” dirigido por Lenildo Gomes e Patrícia Baia. Na televisão apresentou junto com Mattu Macêdo o programa “Nossa Cozinha”. Na publicidade trabalhou para ‘Pague Menos’, ‘Ecoporto’ e ‘UNICEF’, entre outros. Recebeu o prêmio de “Melhor Ator” no Prêmio Ceará Em Cena 2015 pelo espetáculo “Quase Nada”, do Nóis de Teatro.

Mauricio Rodrigues é ator, palhaço, videomaker e excêntrico musical. Possui um trabalho focado na arte de rua e na cultura tradicional popular nordestina. Seu primeiro contato com a arte foi aos 11 anos de idade através de cursos e oficinas, inicialmente com teatro e música. Aos 18 anos iniciou sua carreira profissional, podendo trabalhar em diversas montagens com grupos de fortaleza como: Grupo Nóis de Teatro, Trupe C’aba de Chegar Cia Mais Caras de Teatro, Grupo Teatro Novo e Pavilhão da Magnólia. Teve a oportunidade de trabalhar e aprender com artistas renomados do teatro cearense tais como: Ary Sherlock, Silvero Pereira, Claudio Ivo, Ana Marlene, Murilo Ramos, entre outros. Sobre as participações em festivais a nível nacional pode-se citar: FIT São José do Rio Preto, Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, Festival Lusófono de Teatro de Teresina, Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre, Circuito Cultural Paulista e Virada Cultural Paulista. Atualmente dedica o seu trabalho em pesquisas e experimentações na virtuose musical aplicada na arte da palhaçaria.

Murillo Ramos é ator e diretor, ex integrante do Grupo Expressões Humanas e atual integrante do Grupo Os Pícaros Incorrigíveis. Formado pelo Curso Princípios Básicos de Teatro (1995) e Colégio de Direção Teatral (2000), tendo participado ainda de diversos cursos e oficinas com profissionais de destaque como Cacá Carvalho, Nehle Frank, Ricardo Guilherme, Sérgio de Carvalho, dentre outros. Dirigiu e atuou em importantes espetáculos da cena cearense, dentre os quais podem ser citados: “Grotão de Tocaia”; “Filé com Fritas ao Vinagrete”; “Uni-versus”; “Larilálá Macunaíma Saravá”; “Eles Não Usam Black-tie”; “Raimunda Pinto, Sim, Senhor!”; “A Hora da Estrela”; “Pluft, O Fantasminha”; “Zona Contaminada”; “Dorotéia”; “Os Cactos”; “Da Paixão Sobre Borboletas – Uma História Desconstruída”; “Conversa de Lavadeiras”; “Chapeuzinho Vermelho”; “Bambi, O Viado Amigo”; “O Despeito, Nas Garras do Capa Bode”; “As Três Irmãs”; “Sertão.doc”; “Boteco do Seu Noel”; “Orlando” e “Todo Camburão Tem Um Pouco de Navio Negreiro”. Na seara do audiovisual realizou diversos vídeos institucionais, e no cinema foi destaque em “As Tentações do Irmão Sebastião”, de José Araújo.












AGENDA NÓIS DE TEATRO - JUNHO DE 2017

Posted by Nóis de Teatro On 13:46

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